quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Do Caos a Lama...

O grande Chico Science em uma de suas músicas, ou melhor, em um de seus gritos de ordem falava a seguinte máxima:

“Da Lama ao Caos, do Caos à Lama (...)”.

Eu queria poder chamá-lo de profeta, mas não há nada mais lógico e previsível que o rumo degradante que a sociedade está tomando. Na Física temos a Segunda Lei da Termodinâmica (a maior prova de que Deus é um Humorista Cearense) e nela temos uma função chamada Entropia, que mede a quantidade de energia indisponível para a realização de trabalho útil e mede o nível de desordem de um sistema. Até que provem o contrário, a entropia, em qualquer processo, aumenta ou permanece constante, ou seja, a tendência do sistema é a inutilidade e a desordem.

Não é incrível como isso nos lembra algo?

Não!

Não é incrível.

É óbvio!

As Leis Físicas que regem os Fenômenos Naturais, também devem reger nossa realidade, porque estamos contidos na Natureza. Talvez seja por não aceitar que também somos Natureza, que tudo é uma fossa de energia vibrante, que a agredimos tanto. Agredimos a nós mesmos.

E no nosso sistema estamos limitados entre os pontos “Lama” e “Caos”.

Em um processo reversível, onde a variação da entropia é nula, vivemos o caos e caminhamos para a lama. Ao chegarmos à lama reagimos e voltamos ao caos.

Em um processo irreversível, onde a entropia aumenta, perdemos energia e ficamos cada vez mais inúteis.

É assim que as coisas seguem, até que toda a energia se dissipa e, segundo Rubem Alves no livro “Entre a Ciência e a Sapiência”, o supercomputador Multivac inverte a entropia e diz:

Haja Luz!

Algo explode e tudo começa outra vez.

1 Opiniões:

Claudio disse...

alonso alonso...
alô som...testando essa porra caraí!!!